Meningiomas
O que são?
Os meningiomas são tumores que se desenvolvem a partir das meninges, as membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinhal. Representam cerca de 30% de todos os tumores cerebrais primários e, na maioria dos casos, são tumores benignos e de crescimento lento.
Apesar de benignos, os meningiomas podem causar sintomas importantes à medida que crescem e comprimem estruturas cerebrais vizinhas. Eles podem surgir em diferentes regiões do crânio, como na região da sela turca (área próxima à hipófise), na convexidade cerebral, na fossa posterior ou ao redor do nervo óptico.
Esses tumores são mais comuns em mulheres entre 40 e 70 anos, e a maioria dos casos é descoberta por meio de exames de imagem solicitados após o surgimento de sintomas neurológicos — como dores de cabeça, alterações visuais ou crises convulsivas.
Embora muitos meningiomas sejam assintomáticos e necessitem apenas de acompanhamento radiológico ao longo do tempo, outros exigem tratamento cirúrgico especializado, especialmente quando causam sintomas, aumentam progressivamente de tamanho ou estão localizados em áreas críticas.
O acompanhamento com um neurocirurgião experiente em cirurgia de base de crânio é essencial para avaliar o comportamento do tumor e definir a melhor conduta para cada caso.
Sintomas e quando investigar
Os sintomas dos meningiomas variam bastante e dependem principalmente da localização, tamanho e velocidade de crescimento do tumor. Como muitos meningiomas crescem lentamente, eles podem permanecer silenciosos por anos e só causarem sintomas quando atingem um tamanho que começa a pressionar estruturas sensíveis do cérebro.
Principais sintomas que podem surgir incluem:
- Dores de cabeça frequentes ou persistentes
- Alterações visuais, como visão dupla ou perda de campo visual
- Crises convulsivas (convulsões)
- Fraqueza ou dormência em um lado do corpo
- Alterações na fala ou na compreensão
- Mudanças comportamentais ou cognitivas
- Zumbido, perda auditiva ou desequilíbrio (em tumores próximos ao nervo acústico ou fossa posterior)
Em casos de meningiomas localizados na base do crânio ou próximos à região da hipófise, os sintomas podem incluir ainda alterações hormonais, dificuldade de enxergar nas laterais (visão em túnel) e disfunção hormonal sutil, exigindo avaliação especializada.
Quando investigar?
É importante buscar investigação com um neurocirurgião especializado se você apresentar:
- Sintomas neurológicos progressivos e sem causa aparente
- Crises convulsivas novas na vida adulta
- Alterações hormonais associadas a sintomas visuais
- Dores de cabeça persistentes associadas a outros sintomas neurológicos
A ressonância magnética do crânio é o exame mais indicado para detectar e localizar meningiomas com precisão, permitindo o planejamento de condutas individualizadas conforme o perfil do paciente e do tumor.
diagnóstico e classificação dos meningiomas
O diagnóstico dos meningiomas é feito por meio de exames de imagem, principalmente a ressonância magnética do crânio com contraste, que permite visualizar com clareza a localização, tamanho, forma e relação do tumor com as estruturas cerebrais e vasos sanguíneos ao redor.
Em alguns casos, a tomografia computadorizada também pode ser utilizada, especialmente para avaliar se o meningioma causou alterações ósseas no crânio. Quando há necessidade de intervenção cirúrgica, o diagnóstico exato é confirmado por análise anatomopatológica e imunohistoquímica, após a retirada do tumor.
Classificação dos meningiomas
Os meningiomas são classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em três graus principais, de acordo com suas características microscópicas e comportamento clínico:
- Grau I (Benignos – a maioria dos casos)
São os mais comuns. Crescem lentamente e, muitas vezes, podem ser apenas monitorados. Quando precisam de tratamento, a cirurgia geralmente oferece ótimo prognóstico. - Grau II (Atypical - Atípico – comportamento intermediário)
Têm maior chance de recorrência e crescimento mais acelerado. Requerem acompanhamento rigoroso e, em alguns casos, complementação com radioterapia. - Grau III (Anaplásicos ou malignos – raros)
São tumores agressivos, com alta taxa de crescimento e recorrência. Exigem tratamento mais intensivo, com cirurgia e radioterapia.
A
classificação correta do meningioma é essencial para definir o plano de tratamento, o tipo de acompanhamento necessário e as chances de recidiva a longo prazo. Por isso, é fundamental que o paciente esteja sob os cuidados de um especialista com experiência em cirurgia de base de crânio e manejo de tumores intracranianos.
quando a cirurgia é indicada e abordagens disponíveis
A cirurgia é o principal tratamento para os meningiomas, especialmente quando o tumor apresenta crescimento progressivo, causa sintomas neurológicos ou está localizado em áreas críticas do cérebro. Mesmo sendo, na maioria das vezes, benignos e de crescimento lento, os meningiomas podem comprometer a função cerebral à medida que pressionam estruturas vizinhas.
A cirurgia geralmente é indicada quando:
- O tumor causa sintomas como dor de cabeça, perda visual, crises convulsivas ou déficits motores
- Há evidência de crescimento em exames sequenciais
- O meningioma está comprimindo estruturas sensíveis, como o nervo óptico ou tronco encefálico
- O tumor apresenta características sugestivas de maior agressividade (grau II ou III)
É necessário definir o diagnóstico completo com análise histológica e imunohistoquímica
Abordagens cirúrgicas disponíveis
A escolha da técnica cirúrgica depende da localização, tamanho e relação do meningioma com estruturas vitais. O objetivo é remover o máximo possível do tumor com segurança, preservando as funções neurológicas do paciente.
As abordagens mais utilizadas incluem:
- Craniotomia convencional: técnica tradicional em que se realiza uma abertura no crânio para acessar diretamente o tumor. A indicação deste tipo de abordagem depende de diversas características do tumor, como tamanho, localização e relação com as estruturas neurais e vasculares vizinhas.
- Abordagem minimamente invasiva (cirurgia transnasal endoscópica): realizada com a utilização de um endoscópio (microcâmera), através do nariz, onde existe um caminho natural que leva até a base do crânio. Técnica reservada para casos específicos de meningiomas localizados na região frontal da base do crânio.
- Cirurgia de base de crânio: A definição do acesso cirúrgico para meningiomas da base do crânio é altamente técnica. Essa decisão deve ser conduzida por neurocirurgião especializado em cirurgia de base do crânio, com domínio tanto de abordagens endoscópicas minimamente invasivas quanto de craniotomias tradicionais, a fim de selecionar a via mais segura e eficaz para cada paciente.
- Critérios usuais: localização precisa, tamanho e extensão tumoral, relação com estruturas neurovasculares, histórico de cirurgias/radioterapia, vascularização e condições clínicas do paciente.
- Objetivo: maximizar a remoção segura, preservando função neurológica e reduzindo riscos de complicações.
Em alguns casos, quando não é possível remover totalmente o tumor por questões de segurança, a cirurgia é complementada com radioterapia para controle da parte residual. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar a recuperação, avaliar a função neurológica e garantir o controle do tumor a longo prazo.
recuperação e prognóstico após o tratamento
A recuperação após a cirurgia de meningioma depende de diversos fatores, como o tamanho e a localização do tumor, o grau de complexidade da cirurgia e o estado geral de saúde do paciente. Em geral, quando o tumor é totalmente removido e se trata de um meningioma benigno (grau I), o prognóstico é excelente.
Pós-operatório
A maioria dos pacientes permanece internada por alguns dias após a cirurgia para observação e controle dos sinais neurológicos. Sintomas como dor de cabeça leve, cansaço e inchaço local são esperados e geralmente transitórios.
A recuperação completa pode levar algumas semanas, e o retorno às atividades deve ser gradual, respeitando as orientações da equipe médica. Em muitos casos, o paciente conta com acompanhamento de fisioterapia, fonoaudiologia ou outras especialidades, dependendo da área cerebral envolvida.
Prognóstico
- Meningiomas grau I (benignos): apresentam baixíssimo risco de recidiva quando completamente ressecados. O paciente é acompanhado com exames de imagem periódicos para garantir estabilidade a longo prazo.
- Meningiomas grau II e III: exigem acompanhamento mais frequente e, em alguns casos, complementação com radioterapia para evitar o retorno do tumor. O prognóstico é mais reservado, mas pode ser positivo com tratamento adequado e vigilância contínua.
A maioria dos pacientes retoma sua rotina com qualidade de vida, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente e a cirurgia é conduzida por equipe experiente em neurocirurgia e base de crânio.
CRM-SP 84339 | RQE 62.141

Dr. Pedro Paulo Mariani
Cirurgia de Hipófise e Cirurgia de Base de Crânio
O Dr. Pedro Paulo Mariani é neurocirurgião formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência médica no Hospital das Clínicas da FMUSP. Atua há mais de 20 anos com foco exclusivo no tratamento de tumores da hipófise e da base do crânio, sendo referência nacional em cirurgia endoscópica transnasal.
Com mais de 750 cirurgias realizadas nessa área, sua prática clínica é marcada pela excelência técnica, experiência cirúrgica e atuação em equipe multidisciplinar. É membro fundador do Núcleo de Hipófise do Hospital Sírio-Libanês e coordenador do Centro de Excelência em Hipófise do Hospital Moriah.
Além da atuação clínica, participa ativamente de congressos nacionais e internacionais e mantém constante atualização em centros de referência nos Estados Unidos, Europa e América Latina.
Dúvidas frequentes
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