adenomas hipofisários
O que são?
Os adenomas hipofisários são os tumores mais comuns da hipófise, representando a grande maioria dos casos diagnosticados nessa glândula. Embora sejam tumores benignos, podem impactar significativamente a saúde, especialmente quando afetam a produção hormonal ou comprimem estruturas vizinhas no cérebro, como os nervos ópticos.
Esses tumores se originam nas células da hipófise, uma pequena glândula localizada na base do cérebro, responsável pela produção de hormônios que controlam funções essenciais do organismo — como metabolismo, crescimento, fertilidade, equilíbrio hídrico e resposta ao estresse.
Os adenomas podem ser classificados em dois grandes grupos:
- Adenomas funcionantes: quando produzem hormônios em excesso, provocando condições como acromegalia ou gigantismo (GH), Doença de Cushing (ACTH/Cortisol) ou prolactinoma (prolactina).
- Adenomas não-funcionantes: não produzem hormônios em excesso, mas podem crescer silenciosamente e causar sintomas por compressão, como dores de cabeça ou alterações visuais.
Mesmo sendo de crescimento geralmente lento, os adenomas hipofisários exigem avaliação especializada, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado — muitas vezes cirúrgico — são fundamentais para evitar complicações e preservar a qualidade de vida do paciente.
tipos de adenomas: funcionantes e não-funcionantes
Os adenomas hipofisários são classificados em dois tipos principais, de acordo com sua capacidade de produzir hormônios: funcionantes e não funcionantes. Essa distinção é fundamental para o diagnóstico, abordagem clínica e definição do tratamento ideal.
Adenomas Funcionantes
São aqueles que produzem hormônios em excesso, causando desequilíbrios hormonais importantes no organismo. Os sintomas variam conforme o tipo de hormônio secretado pelo tumor:
- Prolactinomas: adenomas hipofisários funcionantes que secretam prolactina em excesso. Nas mulheres, podem causar irregularidade menstrual, amenorreia (ausência de menstruação), infertilidade, diminuição da libido e galactorreia (secreção láctea fora dos períodos de gestação e amamentação). Trata-se do adenoma hipofisário mais comum. Nos homens, podem resultar em diminuição da libido, disfunção erétil e ginecomastia (aumento das mamas).
- Adenomas produtores do Hormônio do Crescimento (GH): causam acromegalia em adultos, caracterizada por crescimento exagerado das mãos, pés, mandíbula e alterações faciais, além de risco aumentado de doenças cardíacas e metabólicas. Em crianças e adolescentes causam o gigantismo.
- Adenomas produtores de ACTH: causam a Doença de Cushing, com ganho excessivo de peso, acúmulo caraterístico de gordura abdominal, rosto arredondado, fraqueza muscular, Diabetes de difícil controle, pressão alta, alterações na pele, sintomas secundários ao excesso de cortisol.
Esses tumores costumam cursar com sintomas evidentes e exigem avaliação e intervenção precoces.
Adenomas Não Funcionantes
Não produzem hormônios, mas podem crescer silenciosamente ao longo do tempo. Por isso, muitas vezes são diagnosticados apenas quando atingem um tamanho maior e começam a comprimir estruturas próximas, como os nervos ópticos.
Os sintomas mais comuns dos adenomas não funcionantes são:
- Dores de cabeça
- Perda visual (especialmente do campo visual lateral)
- Queda da produção hormonal da hipófise (hipopituitarismo)
- Fadiga, disfunção sexual ou infertilidade
Esse tipo de adenoma costuma ser identificado em exames de imagem, como a ressonância magnética, e o tratamento é geralmente cirúrgico, especialmente se houver compressão de estruturas vitais.
diagnóstico e avaliação multidisciplinar
O diagnóstico dos adenomas hipofisários exige uma avaliação cuidadosa e multidisciplinar, pois envolve alterações hormonais, sintomas neurológicos e, muitas vezes, sinais visuais sutis que podem passar despercebidos em atendimentos generalistas.
A suspeita geralmente surge a partir da associação de sintomas clínicos (como alterações menstruais, infertilidade, dores de cabeça, perda visual ou crescimento anormal de extremidades) com exames hormonais de sangue. A dosagem hormonal completa e eventualmente acrescida a testes específicos indicará o tipo de adenoma e as alterações funcionais.
A confirmação do diagnóstico é feita com exame de imagem de alta resolução, especialmente a ressonância magnética da sela turca com contraste, que permite visualizar o tamanho do tumor, sua localização exata e possíveis efeitos compressivos sobre o quiasma óptico ou outras estruturas cerebrais.
Além disso, quando há suspeita de envolvimento visual, é indispensável realizar uma avaliação oftalmológica completa, incluindo o exame de campo visual, especialmente para detectar perdas que ainda não são percebidas pelo paciente.
A avaliação por um especialista em tumores da hipófise é fundamental para:
- Integrar corretamente os dados clínicos, hormonais e radiológicos
- Definir a melhor estratégia terapêutica (cirúrgica, medicamentosa ou combinada)
- Monitorar a evolução e possíveis recidivas com segurança
Contar com uma equipe multidisciplinar composta por
neurocirurgião, endocrinologista, otorrinolaringologista e oftalmologista aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e reduz o risco de complicações.
opções de tratamento
medicamentoso e cirúrgico
O tratamento dos adenomas hipofisários depende do tipo do tumor, sua atividade hormonal, tamanho e impacto sobre estruturas vizinhas. A escolha da melhor abordagem é sempre individualizada, baseada em exames clínicos, laboratoriais e de imagem, e feita por uma equipe especializada.
Tratamento medicamentoso
É indicado principalmente para os prolactinomas, que respondem muito bem a medicamentos conhecidos como agonistas dopaminérgicos (como cabergolina ou bromocriptina). Esses remédios atuam reduzindo a produção de prolactina e o tamanho do tumor, sendo muitas vezes suficientes para controle completo da doença.
Em outros tipos de adenomas funcionantes, como na acromegalia ou na Doença de Cushing, a cirurgia é o tratamento de escolha. O tratamento medicamentoso pode ser utilizado em casos específicos, geralmente como complemento à cirurgia, principalmente quando o controle hormonal não é alcançado totalmente após a intervenção.
Tratamento cirúrgico
A cirurgia é indicada
- Quando não ocorre a redução dos tumores produtores de prolactina com o tratamento medicamentoso adequado
- Pacientes com acromegalia/gigantismo, Doença de Cushing e nos raros tumores produtores de TSH
- Nos adenomas não funcionantes com crescimento significativo ou progressivo
- Em casos de risco ou perda visual progressiva
O método mais utilizado é a cirurgia endoscópica transnasal, uma técnica minimamente invasiva realizada através das narinas, sem cortes externos. Esse tipo de abordagem permite uma recuperação mais rápida, menor dor pós-operatória, preservação das estruturas cerebrais e menor risco de infecções.
Tratamento complementar
Em alguns casos, depois da cirurgia, pode ser necessária radioterapia ou o uso de medicamentos, especialmente quando não foi possível retirar totalmente um tumor invasivo, especialmente se houver persistência de hipersecreção hormonal.
O acompanhamento após o tratamento é contínuo e multidisciplinar, com foco na estabilidade hormonal, controle de possíveis recidivas e qualidade de vida do paciente.
resultados e recuperação pós-tratamento
O tratamento dos adenomas hipofisários vai muito além da cirurgia. Por se tratar de tumores localizados em uma região delicada e envolvida na regulação de diversos hormônios, o cuidado ideal exige uma abordagem integrada e altamente especializada.
O Dr. Pedro Paulo Mariani atua com uma equipe multidisciplinar formada por neurocirurgiões, endocrinologistas, otorrinolaringologistas e oftalmologistas, todos com experiência específica no manejo de tumores da hipófise. Essa atuação em conjunto garante:
- Diagnóstico preciso, com avaliação completa dos níveis hormonais, imagem detalhada da hipófise e testes visuais aprofundados
- Planejamento cirúrgico seguro, utilizando técnica endoscópica minimamente invasiva com suporte otorrinolaringológico
- Acompanhamento endocrinológico contínuo, com ajuste de reposição hormonal, quando necessário
- Avaliação oftalmológica especializada, essencial para preservar ou recuperar a visão em casos com compressão do quiasma óptico
- Decisões clínicas compartilhadas, baseadas nas melhores evidências e em consenso entre os especialistas
Essa abordagem centrada no paciente é o que possibilita maior segurança, melhores resultados funcionais e qualidade de vida no pós-tratamento.
CRM-SP 84339 | RQE 62.141

Dr. Pedro Paulo Mariani
Cirurgia de Hipófise e Cirurgia de Base de Crânio
O Dr. Pedro Paulo Mariani é neurocirurgião formado pela Faculdade de Medicina da USP, com residência médica no Hospital das Clínicas da FMUSP. Atua há mais de 20 anos com foco exclusivo no tratamento de tumores da hipófise e da base do crânio, sendo referência nacional em cirurgia endoscópica transnasal.
Com mais de 750 cirurgias realizadas nessa área, sua prática clínica é marcada pela excelência técnica, experiência cirúrgica e atuação em equipe multidisciplinar. É membro fundador do Núcleo de Hipófise do Hospital Sírio-Libanês e coordenador do Centro de Excelência em Hipófise do Hospital Moriah.
Além da atuação clínica, participa ativamente de congressos nacionais e internacionais e mantém constante atualização em centros de referência nos Estados Unidos, Europa e América Latina.
Dúvidas frequentes
Lorem ipsum?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Lorem ipsum?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Lorem ipsum?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Lorem ipsum?
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat. Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.

